terça-feira, 22 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Brasiliando em duas rodas
Quase cinco anos depois de eu trazer minha trouxa pro cerrado, o verbo 'brasiliar', enfim, ganhou seu sentido maior. Assumi minha identidade neocandanga e comprei uma bicicleta.
Depois do 'piqui', da incansável contemplação da amplitude calmante do céu, de ficar sócia de clube e de reservar os domingos para caminhar no parque, faltava a ótica da cidade sobre duas rodas. Aguardem as impressões.
Depois do 'piqui', da incansável contemplação da amplitude calmante do céu, de ficar sócia de clube e de reservar os domingos para caminhar no parque, faltava a ótica da cidade sobre duas rodas. Aguardem as impressões.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Por aí
Tirei umas longas férias desta gavetinha.
Na verdade, abandonei-a deliberadamente, incomodada que estava com a obrigação que me impus de fazer arrumações diárias. Passou-se o tempo de uma gestação. Com nascimentos e também com mortes.
Vários mundos se abriram de leituras devoradas - outros se fecharam quando os olhos se abriram.
Sonhos foram e voltaram sem se firmar, amigos queridos partiram. Novos chegaram e velhos ressurgiram.
A cidade mudou de cara, ficou mais quieta. E o país, de piloto - temos agora uma pilotA, quem diria, chegamos lá.
Tomei muito vinho (muito!), comprei bicicleta - preferi a casar -, curti muito sol e muito mar.
Fiz retiro, fiz yoga e meditei. E os barulhos mentais continuam indo e vindo, em altos decibéis.
Conheci uma janela que tem a vista que me faz melhor companhia.
Tirei longas férias e vi todos os filmes assistíveis em cartaz na cidade.
Perdi sistematicamente na mega-sena, comprei apartamento financiado em 24 anos.
Mudei de emprego.
E para aqueles que acompanharam minha saga para manter em pé o eixo vertebral (aqui e aqui), anuncio que, após longos nove meses de fisioterapia, reabilitada estou.
Voltei para espanar a poeira. Sem promessa de assiduidade.
E se alguem perguntar por mim, diz que fui por aí.
...E se quiserem saber se volto, digam que sim...
(em qualquer esquina eu paro, em qualquer botequim eu entro... se houver motivo, é mais um samba que eu faço).
Na verdade, abandonei-a deliberadamente, incomodada que estava com a obrigação que me impus de fazer arrumações diárias. Passou-se o tempo de uma gestação. Com nascimentos e também com mortes.
Vários mundos se abriram de leituras devoradas - outros se fecharam quando os olhos se abriram.
Sonhos foram e voltaram sem se firmar, amigos queridos partiram. Novos chegaram e velhos ressurgiram.
A cidade mudou de cara, ficou mais quieta. E o país, de piloto - temos agora uma pilotA, quem diria, chegamos lá.
Tomei muito vinho (muito!), comprei bicicleta - preferi a casar -, curti muito sol e muito mar.
Fiz retiro, fiz yoga e meditei. E os barulhos mentais continuam indo e vindo, em altos decibéis.
Conheci uma janela que tem a vista que me faz melhor companhia.
Tirei longas férias e vi todos os filmes assistíveis em cartaz na cidade.
Perdi sistematicamente na mega-sena, comprei apartamento financiado em 24 anos.
Mudei de emprego.
E para aqueles que acompanharam minha saga para manter em pé o eixo vertebral (aqui e aqui), anuncio que, após longos nove meses de fisioterapia, reabilitada estou.
Voltei para espanar a poeira. Sem promessa de assiduidade.
E se alguem perguntar por mim, diz que fui por aí.
...E se quiserem saber se volto, digam que sim...
(em qualquer esquina eu paro, em qualquer botequim eu entro... se houver motivo, é mais um samba que eu faço).
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