sábado, 5 de junho de 2010

Na janela



Estava ali na janela vendo a vida passar e eis que ela se aboletou na minha paisagem.
Nenhuma cerimônia. Um certo topete, até.
Lá ficou, entre mim e o mundo.

Consta que elas, as borboletas (nome quase tão bonito só babele em Iídiche; ou liblikas em estoniano), prenunciam acontecimentos alegres. Transformações, metamorfose, libertação.

Para os gregos e os romanos, são imagens da alma.
No Japão, espíritos viajantes.

Cara dona liblika, grata pela visita.
Daqui pra onde?
Me convida?

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